O papel do RH na redução do passivo trabalhista da empresa

Atualmente as empresas estão dedicadas a reduzir custos e despesas para manter receitas, margens e lucratividade. Porém, o foco total na operação tem um efeito colateral: o de esquecer os riscos de passivo trabalhista da organização, como insalubridade, periculosidade e doenças ocupacionais. Essa negligencia pode resultar no pagamento de indenizações trabalhistas que prejudicam os resultados da organização, tornando a situação, que já é difícil, mais crítico, e reduzindo os esforços operacionais empreendidos para a obtenção dos resultados financeiros.

No quadro atual de recessão econômica, as demissões aumentam e, sem perspectivas, ex-funcionários estão mais propensos a entrar com ações trabalhistas contra a empresa.

Neste contexto, a gestão do passivo trabalhista dentro das organizações é essencial para os resultados. É importante realizar um estudo de todos os riscos trabalhistas da empresa, mensurar o impacto financeiro deste passivo e adotar soluções de curto, médio e longo prazos que reduzam, ou até eliminem, indenizações e verbas pagas à justiça. Apesar de ser uma gestão que deva envolver todos os setores da empresa, o departamentos de RH têm um papel crucial para a redução do passivo trabalhista e mitigação de seus riscos e, para que isso efetivamente aconteça, seis pontos são muito importantes para uma gestão eficiente de RH:

 

1. Conhecimento em legislação trabalhista.

Capacitação do Gestor de RH e sua equipe sobre a legislação trabalhista e os riscos de periculosidade, insalubridade e doença ocupacional mais comuns ao ramo de atividade da empresa, além da conscientização de todos quanto ao descompasso existente entre o que determinam leis e normas e a sua aplicação pelo legislativo, Ministério Público do Trabalho e peritos trabalhistas.

 

2. RH + Jurídico.

Diálogo permanente entre as áreas de RH e Jurídico para tomada de ações que reduzam riscos de passivo trabalhista na organização.

 

3. Engenheiros e médicos do trabalho

Contratação de engenheiros e médicos do trabalho que conheçam as normas e leis específicas do setor de atuação da empresa e os riscos de passivo trabalhista mais comuns, e que, ainda, tenham a habilidade de gestão de todo o sistema de medicina e segurança do trabalho da companhia.

 

4. Organização e cuidados com a segurança.

O RH é responsável por cuidar da guarda, controle, organização e rápido acesso a toda documentação dos funcionários, como formulário CAT, justificativas de ausência de trabalho, folhas de ponto, PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), fichas de EPIs, entre outros. A área será acionada sempre que necessário para juntar documentos a ações trabalhistas e a ausência de um deles pode causar a perda irremediável da ação em curso.

 

5. Atividades bem definidas.

Ao setor de RH, cabe ainda a reestruturação de cargos e funções dos empregados de acordo com as atividades efetivamente desempenhadas por eles, de modo a assegurar que, a cada cargo, correspondam riscos específicos de insalubridade, periculosidade e de doença ocupacional, se for o caso. Essa reorganização oferece mais controle à gestão do passivo trabalhista na empresa, minimizando riscos.

 

6. Cultura de saúde e segurança.

O gestor de RH deve atuar na disseminação da uma cultura corporativa sólida de saúde e segurança no trabalho, junto à área de Medicina e Segurança do Trabalho, com diálogo aberto com os empregados e imbuído de uma ação propositiva de melhorias no ambiente e nas condições de trabalho, sempre que necessárias.

 

Conheça também nossos outros serviços: Clique aqui

Facebook Laborare.Med

Instagram Laborare.Med

Ou entre em contato com nossa equipe e saiba mais sobre nossos SERVIÇOS: